O novo relatório da ISACA revela que 65% das empresas ainda têm vagas por preencher na área da cibersegurança e que mais de metade das equipas considera que os seus recursos são insuficientes. Além disso, 68% dos profissionais europeus indicaram que o stress no trabalho aumentou significativamente nos últimos cinco anos.
Essa pressão adicional reflete o aumento da complexidade das ciberameaças e a necessidade urgente de estratégias mais eficazes.
Outros dados chave:
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53% dos profissionais apontam orçamentos insuficientes para cibersegurança.
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Só 48% se mostram confiantes na sua capacidade de responder a incidentes.
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Em média, a contratação de perfis de níveis iniciante ou sénior demora entre 3 a 6 meses.
Com esta realidade, torna-se evidente que as empresas não podem depender apenas de equipas preenchidas ou de investimento em tecnologia. É fundamental adotar abordagens integradas que combinem pessoas, processos e ferramentas de forma eficaz.
Como prevenir esta realidade:
- Parcerias entre empresas e universidades: Estabelecer programas conjuntos, academias ou estágios especializados que aproximem novos talentos do mercado real. As empresas ganham acesso a perfis emergentes e os estudantes ganham experiência prática.
- Atualização das disciplinas curriculares: As instituições de ensino podem reforçar áreas como resposta a incidentes, threat intelligence, automação e IA aplicada à segurança. Quanto mais alinhada estiver a formação com os desafios reais, menor o fosso entre teoria e prática.
- Programas internos de requalificação (upskilling e reskilling): Transformar colaboradores de áreas adjacentes (infraestruturas, redes, suporte) em profissionais de cibersegurança através de formação estruturada. É mais rápido e mais económico do que recrutar sempre no mercado.
- Automação e IA para reduzir trabalho repetitivo: Ferramentas como NDR, MDR e SOCs automatizados ajudam a filtrar alertas e a reduzir o cansaço das equipas, permitindo que se concentrem no que realmente importa.
- Outsourcing especializado para funções críticas: Parceiros externos, como a SafeSail, conseguem absorver parte da carga operacional, reduzindo o stress da equipa interna e garantindo monitorização contínua.
- Criação de planos de carreira claros: Profissionais que sabem onde podem chegar têm maior satisfação e permanecem mais tempo. Isto define expectativas, metas e certificações a obter.
- Políticas de bem-estar e equilíbrio: Turnos equilibrados, gestão saudável de urgências e mecanismos de apoio evitam burnout (um dos maiores fatores de rotatividade na área).




